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domingo, 11 de maio de 2008

MINHAS CARAS




Estive pensando em certos conceitos, certos dogmas que talvez muitos já os aceite como verdade e ponto.
Pode ser ai que eu esteja cometendo meu maior pecado. Sei que de uns tempos pra cá eu mudei muito. Da água pro vinho (literalmente). Não quero ser hipócrita e dizer : Acostume-se com meu novo Eu.
As coisas não funcionam bem assim. Na verdade nunca mudei. Apenas deixei de lado algumas das minhas várias facetas.
Duas caras , eu? Diria que não só duas, mas muitas. É impertinente visualizar o quanto eu posso ser diferente. Passando do filho acuado ao amigo extrovertido parando no aluno afobado. Afinal, quem realmente sou eu ?
Ultimamente tenho me visto como um filósofo que nunca pensara em ser. Mas tudo tem suas razões. Não é segredo de ninguém que por enquanto faço física , a Filosofia Natural como já diria Sir Isaac Newton. Logo as pontas se juntam ou ajuntam como diria meu querido avô.
Poucos sabem o real significado da palavra Solidão. E me pergunto: como alguém como eu pode se sentir só ? Sim, como eu !
Muitos já tiveram a oportunidade de me ver conversando com desconhecidos. Mendigos, Bicho grilos , bolivianos (..) Não me importa raça, credo ou status social. Meu objetivo é sempre fazer novas amizades. Falar é comigo mesmo. Desculpem pela expressão chula, falo “que nem puta na chuva.”
Amigo. Eis minha faceta mais aberta. Peço que aqueles que realmente me considerem com um dos seus, expresse isso em palavras. Ando muito abatido. Só mesmo. E não por ausência de vocês. Nunca! Conto com vocês para o sempre.
Sério! Eu to falando é de amizade! Meus maiores presentes.
Dizem que eu tenho vários. E eu concordo. Não digo que vários, mas o suficiente. Também não acho que não preciso de mais. Claro que novos são sempre bem vindos.
Eu possuo a estranha mania de estar dizendo : Te amo! Sou seu amigo! Numa escala de tempo muito curta com a mesma pessoa.
Tenho medo de perdê-los.
É uma agonia que hoje se mistura com as mais diferentes situações possíveis : alegria, tristeza, fome, gripe...
Estou tentado falar quem sou, na minha própria perspectiva. Sei que isso parece um ato falho, pois os únicos que sabem quem sou realmente ,são os meus .E não eu na minha nobre insignificância.
Pra eles eu afirmo : a eternidade é nosso compromisso!
Viver intensamente pode até parecer fácil, mas para quem sabe realmente das adversidades da vida descobre que é uma arte.
Arte de ser feliz! Arte de ser amado!Arte de dar amor!Arte de se doar! Doar-se ao outro no maior exemplo de amor.

sexta-feira, 14 de março de 2008

CHAOS


Estava relutando em ouvir Skank. Mas não consegui. Bem, aqui estou eu, deitado em minha cama (se é que posso chamar isso de cama) ouvindo Cosmotron, um CD desta que é minha banda predileta e que não faço cerimônias em fazer tal afirmação.
Devido a alguns fatos, meu estado de saúde não está o melhor hoje. Até mesmo injeção com antibiótico ( acho que era pelo menos) eu tomei a tarde.
Em contrapeso a isso, meu peito cisma em sentir falta de amigos queridos espalhados por esse mundão de Deus. Para contribuir com esse meu estado carente, assisti mais cedo a alguns Movie Makes feitos para a minha formatura, nunca soube plural de palavras compostas em inglês).
Neles estavam as fotos do pessoal que eu convivi no ensino médio.
Não serei hipócrita o bastante pra dizer que sinto falta de todos que vi hoje. É bem verdade que são poucos aqueles que fizeram meu coração apertar. Mas que poucos!
Mestre Samuel, o qual estou ouvindo agora assim como já havia dito, me ajudará com palavras expressar o que tenho para dizer a esses meus amigos.
Para inicio de conversa já peço desculpas.
Primeiro por não revelar quem são os donos de cada música-conselho explicitamente. E segundo porque poderá parecer incoerente o que escreverei.


ARROZ: “Ela desapareceu como a lua que vai por trás das nuvens e ninguém nas calçadas e se não há ninguém, é por que não há ninguém.
Ou quem pode admitir que tem, motivos para viver por alguém. ”

DUNGA: “Eu sei que essa vida contém cenas de perplexidade, esse filme pensando bem, é impróprio para qualquer idade. Agora, siga, pegue aquela pista! Não vou voltar, ainda tendo em vista, que a confusão humana se tornou ilícita. Chora, se emociona e posa pra revista. Olha é depois da reta, até depois de ter sua missão completa . Depois de ver que não houve meta, que a felicidade, é Deus que soletra.”

FELIZ
: “A luz batendo no meu rosto é o sol mais quente que senti. Queimando planta, gente e tudo o que nasce por aqui. Algum mal fiz pra tanta resposta má. Do sol, montanha, vento e mar.
“O tempo veio hoje me encontrar, Vem me falar de uma chance.”

MANA
: “A minha casa está onde está o meu coração . Ele muda, minha casa não. No campo, em minas, terras gerais, ou qualquer lugar. Onde estou a minha casa está. “

LINDA
: “Que a lente do amor aumente, faça em presença o que é ausente, porque só se vive por um triz.
Só o amor pode juntar o que o desejo separou. “Não poderia ontem se vestir de amanhã.”

Amigos, sinto falta de vocês sim. Fico feliz em ser brasileiro e falar português pois posso expressar tudo o que sinto em uma única palavra : Saudade !
Sendo honesto comigo mesmo ( pois é necessário) se cada dia é diferente, e nós sabemos que sim, me defino como um anjo e não presto apesar disso. Sou só eu no meio dessa gente aqui.
Peço que deixem que passeie minha loucura gentilmente por ai.
Confesso que nem eu entendi direito o que estava querendo dizer com esse ultimo parágrafo.
Paranóia!

MATRIZ IDENTIDADE




Estou na minha aula de GAAL (Só para constar, Geometria Analítica e Álgebra Linear).
Não consigo me concentrar por mais que eu tente. Meus pensamentos estão longe, em outra dimensão quem sabe.
Tive uma semana atribulada: calourada, trote, calourada. Meu fígado precisará de pelo menos 1 mês para sua regeneração completa (pra quem não sabe já tive hepatite por isso não posso brincar com meu amigo produtor de bile). E apesar de tudo que houve decidi que hoje (10/03/2008) começaria a estudar. Mas essa aula não está contribuindo.
Muitos que lerão isso não conhecem a infra-estrutura da UFV, mas peço que relevem. Estou no PVA, na sala 277. A sala mais escura, quente, abafada de todo o campus. Não há janelas, apenas alguns basculantes numa inclinação que escurece ainda mais o recinto. Só há um ventilador e a porta tem o carma de ficar fechada.
Estou num estado de tremenda agonia. Uma falta de ar que me traz uma sensação caustrofóbica, e olha que essa doença eu não tenho (Zé Meningite!).
Toda hora fico apertando a tecla do meu celular para verificaras horas.
Depois que comecei a escrever percebo que o tempo começou a passar mais rápido. É nessas horas que me dá gosto fazer física, TUDO É RELATIVO! Salve Sr. Albert!
“Vamos treinar então? Façam esse exercício:” Acho que foi a primeira frase com algum tipo de nexo que prestei atenção.
A professora até que tenta dar uma aula decente, mas infelizmente sou obrigado a dizer que não dá pra ser assim.
Aperto mais uma vez a tecla do celular.
O tempo! Esse que cismou de fazer hora com minha cara hoje. Entenderam o trocadilho? Tempo, Hora...
Ele é a única variável igual para todo mundo. Mas uma coisa é o tempo físico e outra, o tempo percebido. Este varia e depende do estado emocional de cada pessoa. Nem preciso falar como vai o meu.
Mudando da psicofísica para algo sem relação nenhuma, acabo de ouvir duas palavras novas em álgebra das quais não fui apresentado período passado: Posto e Nulidade.
O que significa? Prefiro não comentar, deixa pra próxima.
No ensino médio tinha uma sirene que avisava que a aula terminara, e meu inconsciente também a tem.
Acho que já enrolei bastante por hoje.
Chega de álgebra!
Que toque a sirene!

quinta-feira, 13 de março de 2008

Bomba Atômica!

Pra quem não sabe, durante meus anos do ensino médio um grande professor e amigo me adotou como filho.. Grande Alécio! Hoje navegando pelo Youtube encontrei essa entrevista com meu Pai ensinando como fazer uma Bomba Atômica... Como ele mesmo diria, de Físico e de louco todos temos um pouco


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

MEROS IMORTAIS


Tenho que confessar algo!
Disse a uma amiga que já tinha algo pronto pra postar aqui, mas estava mentindo. Desculpa Refrigereco!
Pensei muito sobre o que poderia escrever aqui e por incrível que pareça as idéias estão se confrontando na minha mente.Uma ânsia tremenda em escrever ,em dizer para o mundo algo do tipo : “ Ow, eu também exponho minhas idéias !”
Tudo bem que eu sou a pessoa que defendeu as atitudes da Bruna Surfistinha na redação do ENEM (Sim! Eu já li dois dos livros dela), mas isso não vem ao caso nesse momento.
Posso afirmar uma coisa, minhas férias têm se tornado mais produtivas nessa ultima semana. Valha me Deus! Antes tarde do que nunca.
Estávamos eu e Feliz (o eleito para ser o tal anão tão comentado no ultimo post) em sua casa, quando um momento nostalgia baixou sobre nós. Tiramos assuntos do arco da velha para conversar e um deles, talvez o mais comentado, foi a história de uma banda de Blues que já teve vários nomes, todos com algo por trás. Prefiro não dar nomes aos bois, pois minha intenção hoje é contar sobre o valor da amizade e não falar sobre a banda.
Sei que esse é um assunto clichê, principalmente agora que a Globo transmite uma minissérie chamada “QUERIDOS AMIGOS”, mas vale a pena correr o risco de falar sobre o tema.
Quando realmente nasce uma amizade? Sério, quando posso ter certeza que encontrei um amigo de verdade?
Eu mesmo há alguns anos atrás forçava e muito ser amigo das pessoas. Achava que daquela forma seria retribuído da mesma maneira. Só dei com os burros n´água.
Voltando a bandinha que havia comentado, veio uma dúvida. Posso ser amigo de alguém que não faz parte do meu círculo de amizade? Ou seja, no momento em que um grupo de amigos se une, alguém de fora pode adentrar sem quebrar a harmonia?
Não quero resposta, nem tão pouco penso em responder. Mas rapidamente direi formas com que AMIGOS meus me conquistaram e pude ver que algo estava por acontecer...

  • Ligar de 15 em 15 minutos e perguntar, onde c tá?
  • Falar que “Montanha Mágica” é nossa musica por alusão ao ópio na parte da papoula da Índia.
  • Conviver uma boa parte do dia, brigando e rindo. Chamando um de Gudiness e o outro de Trekim.
  • Voltar no mesmo ônibus depois de um vestibular arrasador e do nada passar natal juntos.
  • Ser chamado de eterno mentiroso!
  • Assistir a briga na comunidade dos calouros de zootecnia juntos.
  • Ser sócio no perfil de um terceiro.

Bem, a amizade tem uma força que as vezes me assusta. Ninguém é tão bom que consiga sobreviver sozinho!

Ah Feliz, eu sei a diferença entre Blues e Jazz!

sábado, 23 de fevereiro de 2008

A ARTE DE SER FELIZ [2]


Tenho pensado em várias coisas nos últimos dias, que estão me fazendo refletir bastante sobre o porquê da palavra FELICIDADE estar sumindo com uma rapidez considerável do cotidiano das pessoas.
Para os que me conhecem sabem que algo que eu gosto de fazer é rir, dar boas gargalhadas de coisas pequenas, fúteis aos olhos de quem deixa a razão em primeiro plano. Um verdadeiro Palhaço, nas horas certas e nem tão certas assim!
Discutindo certa vez com um amigo, a respeito que se nós fossemos um dos Sete anões qual seríamos veio uma dúvida na minha cachola: Mestre, Feliz, Zangado ou Atchim? Qual deles melhor me representaria? Na verdade, todos eles de alguma forma são traços da minha personalidade (um pouco líder, um pouco bobo, um pouco bravo, um pouco hipocondríaco). Naquele dia, ficou decidido que eu seria o Mestre, talvez pelo meu espírito de liderança ou por simplesmente gostar de mandar.
Mas meu lado Feliz tem sido mais marcante e tem sido mais comumente visto pelos que convivem comigo. E por isso posso afirmar: O mundo não está sabendo Rir.
Graças a Deus possuo vários amigos dos quais posso me orgulhar, mas fazendo uma inFELIZ alusão ao filme, Super Xuxa contra o Baixo-Astral, a tristeza tá PEGANDO geral.
São tristezas dos mais diversos tipos: Solidão, depressão, Cansaço, Doenças, traições... Não quero entrar em detalhes por que isso não vem ao caso.
Tenho tentado, na minha vil sabedoria de seguidor de Albert Einstein fazer o posso para ajudar esse pessoal.
Sei que tenho feito o melhor possível, ao menos o MEU melhor possível. Mas essa minha ânsia de querer abraçar o mundo sozinho às vezes não tem dado certo. Não são todos que consigo ajudar. Gostaria muito, mas...
Um texto antigo, da época que eu estudava para os vestibulares, escrito por Cecília Meireles me veio agora como num estalo. Se não me engano se chama "A arte de ser feliz", onde um garotinho observa da janela uma pomba num ovo de louça e um homem de dedos magros regando um canteiro numa cidade parecida ser feita de Giz. Ele comprova que a felicidade está nas coisas simples, como estar junto de um amigo e rir de coisas tolas.
Agora estou olhando pela janela do meu quarto. Não vejo uma cidade feita de giz, mas vejo um Muro, e por mais que eu tente fazer uma Metáfora eu não consigo, então finja que é a cidade tão falada. Assim pra não perder o costume de ser sem noção, termino com a celebre frase... “A VIDA É BELA BASTA APENAS... OLHAR PELA JANELA”

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Os físicos e o novo mundo






(Luís Nassif, Folha de S. Paulo de 05/07/1998)




No ambiente acadêmico, há quem os considere arrogantes. Eufemisticamente, se poderia admitir que são bastante conscientes de sua forma superior de pensar - e não escondem isso. Embora existam especialidades em sua profissão, jactam-se do oposto, de sua visão sistêmica, "holística", generalista, conforme gostam de defini-la.Em geral, ironizam a objetividade sólida do engenheiro e o pretenso saber científico dos economistas. E tratam com solene desprezo os "especialistas", que não conseguem enxergar além da sua especialização.Em diversos centros e institutos acadêmicos, a grande revolução científica brasileira vem sendo comandada pelos físicos. Em parte pelo investimento sistemático feito no setor nas últimas décadas, que acabou gerando vários centros de excelência. Em parte, pelos pioneiros que lograram incutir princípios éticos e científicos bastante sólidos em seus discípulos.Mas, na maior parte, pelo fato de os físicos terem desenvolvido uma forma de pensar superior, muito mais adequada para se locomover em um mundo em constantes transformações, onde caem a cada dia as fronteiras entre as diversas formas de conhecimento - que antes desenvolviam-se de forma estanque, uns dos outros. Não lhes interessa a parte, mas o todo; não o evento isolado, mas o sistema integrado; não o resultado estático de um experimento, mas a maneira como os fenômenos interagem em si, como se afetam mutuamente, recriando realidades dinâmicas, como o equilíbrio de um tabuleiro de xadrez sendo afetado continuamente pelas peças movidas.


Realidade complexaNas últimas décadas, as tentativas de compreensão do Brasil foram subordinadas a uma visão macroeconômica estreita, da qual o exemplo mais ostensivo foi a famosa batalha do Itararé em Carajás - a reunião da equipe econômica com o presidente da República, que resultou em uma série de recomendações que, tivessem sido seguidas, "teriam salvo o Cruzado e o país". Levaram-se anos para perceber que faltavam pré-condições mínimas para se conquistar a estabilização na época.Ainda hoje, esse tipo de visão - de que um país se forja na boca do caixa do Tesouro ou na mesa de câmbio do Banco Central - é dominante na opinião pública. O país irá acabar ou estará salvo, dependendo do nível do déficit público, das transações correntes ou da taxa de investimento da economia.Recente relatório da MacKinsey concluiu que há espaço para aumento da produtividade em mais de 30%, na maior parte dos setores nacionais, unicamente por meio da implantação de novos parâmetros gerenciais, programas de qualidade total, somados à capacidade dos setores de passarem a se articular cooperativamente ao longo da cadeia produtiva.Quando se entra nesse campo, descobre-se um universo infinitamente mais rico e mais complexo, onde entram o conhecimento, valores gerenciais, relações sociais, articulações políticas, pesquisas etc. e a consistência macroeconômica, é claro.
EconomicismoEm recente debate de que participei acerca dos quatro anos do Real - presentes economistas de oposição e de governo - , a discussão foi monopolizada pelas projeções sobre os déficits público e em conta corrente.
De lado a lado, os economistas caminhavam com desenvoltura em torno de conceitos como grau de déficit público aceitável, nível de investimento necessário para retomar o desenvolvimento etc. Comparavam-se dados de investimento sobre PIB de agora com os dos últimos anos, sem levar em conta os enormes desperdícios ocorridos ao longo dos últimos 15 anos, em obras inacabadas ou superfaturadas, por conta de falta de controle e inflação, descontinuidade na liberação dos recursos orçamentários e tudo o mais que caracterizou os anos 80.Nenhum dos presentes - eu no meio - tinha a mais vaga idéia, além da observação empírica, sobre como fatores políticos e sociais se entrelaçam, como se cria um ambiente de desenvolvimento, como se reproduzem experiências vitoriosas de articulação da cadeia produtiva, em outras partes do país, qual o peso das mudanças culturais na formação desse ambiente e assim por diante. Éramos todos contadores, discutindo o balanço, sem a mínima noção acerca da complexidade das teias políticas, sociais e econômicas que definem o processo de desenvolvimento.Visão sistêmicaÉ aí que entra a visão sistêmica do físico - perto da qual essa enorme discussão macroeconômica torna-se uma pobreza franciscana. Em nível internacional, ajudaram a ciência econômica a sistematizar novas formas de pensar, com suas contribuições sobre a teoria do caos ou sobre a natureza dos mercados de derivativos.Não é por outro motivo que, no Brasil, os físicos vêm ocupando cada vez mais cargos-chave e tendo papel central nessa reavaliação de conceitos. Hoje eles estão na vanguarda das discussões sobre a política científico-tecnológica, são os que melhor têm demonstrado entender o novo papel da universidade, e mesmo o fenômeno do desenvolvimento em si. Embora haja chutadores em qualquer profissão, a existência de um físico à frente de determinado órgão é garantia, no mínimo, de uma visão original acerca do problema a ser enfrentado.São convencidos? São, sim. Mas justificadamente.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

HIPOCONDRIA ?????


Bem , aqui estou eu escrevendo num blog. Na verdade nunca me imaginei nessa função , pois até certo tempo atras não fazia idéia do que isso significava. Sou da época dos famosos fotologs e do MIRC ( esse nem tanto ).

Peço para aqueles que por ventura venham acessar essa página que não levem em consideração os erros que com certeza vou fazer aqui , pois estou escrevendo mesmo para passar o tempo .

Hoje mesmo estava pensando comigo mesmo ( nem sei se isso é um pleonasmo - muito menos se pleonasmo é a palavra que eu gostaria falar ) se eu sou algum tipo de compusivo por remedios.

Um pouco mais cedo , decidi dormir por que estava começando a sentir um pouco de dor de cabeça, não adiantou. acordei com uma cefaléia insuportável.

Tomei um remédio por conta própia e pensei comigo.. de Novo né Heleno ?

Voltando aos velhos hábitos de tomar remédio a reviria.

Se eu tivesse coragem iria a um médico. Sei até o que ele falaria...

Você sofre de HIPOCONDRIA.

Que É um medo por vezes sem justificação, mas que convence que se sofre duma doença grave, embora depois de avaliado clinicamente nada se encontre. É na verdade uma condição neurótica caracterizada por uma pessoa preocupar-se exageradamente com a sua saúde física, acabando por sentir todas as enfermidades que o mundo à sua volta se queixa. Manifesta uma profunda ansiedade, sempre atemorizada com um estado de hipotética invalidez, de dores que ainda não existem, vivendo sempre um mau-estar físico, e o mais trágico, na grande maioria dos casos, o medo terrorífico da morte!
Os hipocondríacos sempre angustiantemente preocupados com a sua saúde procuram constantemente consultas médicas, submetem-se a numerosos testes e tratamentos numa busca incessante de tranquilização médica para as suas dúvidas, ou acabam por encontrar um médico que finalmente faça o diagnóstico temido, sempre presente obcecadamente gravado na sua mente, num conflito intrapsíquico de atracção-repulsão inconsciente ou conscientemente desejado.
Possivelmente aqueles que nunca tiveram a atenção afectiva tão ambicionada e naturalmente que lhes é devida, a enfermidade pode ser o chamariz dessa atenção tão desejada! A solidão afectiva nas crianças leva-as muitas vezes a queixarem-se de dores que ainda não existem, de indisposições físicas imaginárias, para que os adultos olhem para elas, e surja a atenção desejada pela criança que normalmente é ignorada. Com a continuidade o físico começa mesmo a ser afectado pois tanto diz que lhe dói, que está mal, que a força da mente domina o corpo! Outra causa que pode originar mais tarde hipocondria, é o contrário da exposta atrás: uma normal doença infantil torna-se objecto de tanta atenção e mimo, de hiperpreocupação e cuidados exagerados, que pode desenvolver mais tarde uma preocupação mórbida acerca das doenças que podem surgir na criança; esta vai assimilando, e a mais pequenina ferida é motivo de gritos e constantes desinfecções numa angústia apavorante! Admite-se portanto com provas justificativas que a hipocondria, como disse atrás, é mais comum em pessoas que na infância poderiam ter tido uma real enfermidade orgânica, ou também que foram submetidas a uma superprotecção, a uma vigilância exagerada e ansiosa sobre o seu estado de saúde. Outra causa é o contacto de crianças desde tenra idade, com a angústia de familiares que de perto estavam sempre ou realmente enfermos num ambiente de sofrimento, ou então queixando-se num mundo de lamentações de dores, de males criando um doentio e mórbido ambiente bem nefasto e trágico por vezes para essas crianças que nele vivem! Mais uma vez, como tantas centenas de “outras vezes” a criança é vítima da ignorância, e das situações básicas daquelas que as lançaram no caos do mundo. Também nas pessoas idosas pode surgir hipocondria, e uma das causas vulgares da doença é a sua triste solidão e queixam-se, lamentam-se com dores e mal-estar físico, num chamamento de atenção à sua pessoa quase ignorada!
Os hipocondríacos como sentem profundamente que o seu estado de saúde é mais ou menos angustiantemente preocupante, vivem quase sempre atemorizados em contrair doenças graves, e podem centrar-se num determinado órgão ou numa só doença, no meu caso a famosa LABIRINTITE.

Agora a única coisa que eu espero e talvez seja a pessoa que consiga isso é um rémedio para essa " doença ". Pois é melhor tomar um rémedio só do que vários.
Zé menigite termina essa postagem com um certo tom de ironia.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Mirante




Pode falar, eu te incomodo né ?
Que posso fazer se quando nasci
Mandaram eu descer e arrasar?
Saiba que amo seu companhia
Sério mesmo. Gosto de ver o constrangimento em seu rosto.
Cara feia pra mim é fome
Desculpa, no seu caso... cara bonita.
O que te estraga, alem da sua voz
É esse seu olhar de superioridade
Com seu lindo modo de andar
Parecendo a Rainha da Sucata.
Cara! Cresce e aparece.
Desculpa de novo ( Você está amando isso né ? )
Só crescer. Seu Pai deve ser plantador de melancia
Sabia que são noventa e pouco porcento de água?
Faz bem pra pele.
Mas vou te dar um conselho de compatriota
Posso até me arrepender depois
Sei que você acha que roubando meus amigos
Fará mal pra mim...
Pára criança! Meus irmãos não são na base da falsidade
Abre teu olho! Eu falo na Lata
Nossos santos não batem
Mas infelizmente nem todos te dizem isso.
P.S Obrigado por você existir!

Água...



Uns dizem que eu tiro onda
Num minto.. às vezes sim. Minha natureza é esta num quero mudar
Para uns sou idiota
Mas idiota por excelência
Quem mandou eu ser um diabo na terra onde todos querem
Ser santos ?
Pelo menos alguns me entendem ou fingem entender (Obrigado, a falsidade me anima)Na verdade.. que se foda os antagonistas..e viva Rauzito !!

Tiro ao alvo




Não me idealizo, não faça isso
Também erro, choro, minto admito
Entretanto faço tudo isso menos que você
A perfeição nunca foi um dos meus planos
Não fico defendendo pessoas oprimidas
Como você em sua saga pela santidade
Pra que ? Não interessa....Elas estão ai pra isso.

Alguém disse que o mundo é dos espertos
Posso me considerar um deles
Sou meio bobo ás vezes ( Finjo de tonto )
E você mais tapado ainda acredita
Cara: Encostos são para isso
Ajudar uma alma perdida ...
A se perder mais ainda
Morre João.