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terça-feira, 15 de janeiro de 2008

HIPOCONDRIA ?????


Bem , aqui estou eu escrevendo num blog. Na verdade nunca me imaginei nessa função , pois até certo tempo atras não fazia idéia do que isso significava. Sou da época dos famosos fotologs e do MIRC ( esse nem tanto ).

Peço para aqueles que por ventura venham acessar essa página que não levem em consideração os erros que com certeza vou fazer aqui , pois estou escrevendo mesmo para passar o tempo .

Hoje mesmo estava pensando comigo mesmo ( nem sei se isso é um pleonasmo - muito menos se pleonasmo é a palavra que eu gostaria falar ) se eu sou algum tipo de compusivo por remedios.

Um pouco mais cedo , decidi dormir por que estava começando a sentir um pouco de dor de cabeça, não adiantou. acordei com uma cefaléia insuportável.

Tomei um remédio por conta própia e pensei comigo.. de Novo né Heleno ?

Voltando aos velhos hábitos de tomar remédio a reviria.

Se eu tivesse coragem iria a um médico. Sei até o que ele falaria...

Você sofre de HIPOCONDRIA.

Que É um medo por vezes sem justificação, mas que convence que se sofre duma doença grave, embora depois de avaliado clinicamente nada se encontre. É na verdade uma condição neurótica caracterizada por uma pessoa preocupar-se exageradamente com a sua saúde física, acabando por sentir todas as enfermidades que o mundo à sua volta se queixa. Manifesta uma profunda ansiedade, sempre atemorizada com um estado de hipotética invalidez, de dores que ainda não existem, vivendo sempre um mau-estar físico, e o mais trágico, na grande maioria dos casos, o medo terrorífico da morte!
Os hipocondríacos sempre angustiantemente preocupados com a sua saúde procuram constantemente consultas médicas, submetem-se a numerosos testes e tratamentos numa busca incessante de tranquilização médica para as suas dúvidas, ou acabam por encontrar um médico que finalmente faça o diagnóstico temido, sempre presente obcecadamente gravado na sua mente, num conflito intrapsíquico de atracção-repulsão inconsciente ou conscientemente desejado.
Possivelmente aqueles que nunca tiveram a atenção afectiva tão ambicionada e naturalmente que lhes é devida, a enfermidade pode ser o chamariz dessa atenção tão desejada! A solidão afectiva nas crianças leva-as muitas vezes a queixarem-se de dores que ainda não existem, de indisposições físicas imaginárias, para que os adultos olhem para elas, e surja a atenção desejada pela criança que normalmente é ignorada. Com a continuidade o físico começa mesmo a ser afectado pois tanto diz que lhe dói, que está mal, que a força da mente domina o corpo! Outra causa que pode originar mais tarde hipocondria, é o contrário da exposta atrás: uma normal doença infantil torna-se objecto de tanta atenção e mimo, de hiperpreocupação e cuidados exagerados, que pode desenvolver mais tarde uma preocupação mórbida acerca das doenças que podem surgir na criança; esta vai assimilando, e a mais pequenina ferida é motivo de gritos e constantes desinfecções numa angústia apavorante! Admite-se portanto com provas justificativas que a hipocondria, como disse atrás, é mais comum em pessoas que na infância poderiam ter tido uma real enfermidade orgânica, ou também que foram submetidas a uma superprotecção, a uma vigilância exagerada e ansiosa sobre o seu estado de saúde. Outra causa é o contacto de crianças desde tenra idade, com a angústia de familiares que de perto estavam sempre ou realmente enfermos num ambiente de sofrimento, ou então queixando-se num mundo de lamentações de dores, de males criando um doentio e mórbido ambiente bem nefasto e trágico por vezes para essas crianças que nele vivem! Mais uma vez, como tantas centenas de “outras vezes” a criança é vítima da ignorância, e das situações básicas daquelas que as lançaram no caos do mundo. Também nas pessoas idosas pode surgir hipocondria, e uma das causas vulgares da doença é a sua triste solidão e queixam-se, lamentam-se com dores e mal-estar físico, num chamamento de atenção à sua pessoa quase ignorada!
Os hipocondríacos como sentem profundamente que o seu estado de saúde é mais ou menos angustiantemente preocupante, vivem quase sempre atemorizados em contrair doenças graves, e podem centrar-se num determinado órgão ou numa só doença, no meu caso a famosa LABIRINTITE.

Agora a única coisa que eu espero e talvez seja a pessoa que consiga isso é um rémedio para essa " doença ". Pois é melhor tomar um rémedio só do que vários.
Zé menigite termina essa postagem com um certo tom de ironia.

Um comentário:

Bruno M. de Souza disse...

Concordo com o texto qdo diz que tudo começa na infância. Aliás, a infância é a base né, é lá que tudo se forma... Uma criança doente, um adulto carente. Sempre assim.