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sábado, 31 de julho de 2010

Indagações de um palhaço

Um palhaço caminhava sozinho por uma estrada de terra tortuosa, pensando em sua vida. Até aquele momento, não tinha feito nada de excepcional. Nada do que pudesse se orgulhar. Não tinha filhos. Não tinha fama; nem mesmo emprego fixo.
Viajava com diferentes circos, nunca ficando mais de dois meses no mesmo. Fazia apresentações nas praças das cidades e se rolasse até animava festas infantis.
No meio do caminho encontrou um espelho. Um espelho pequenino mesmo, desses de maquiagem. Fitou bem para a sua imagem ali formada e percebeu que seu olhar,apesar de tantas preocupações e indagações, ainda possuía uma chama, uma fonte inesgotável de alegria.
Resolveu sentar debaixo duma árvore e acabou caindo no sono.
Sonhou que era um assaltante de banco, e que usava a fantasia para não descobrirem quem era ele. Foi um plano frustado, acabou levando um tiro e acordou assustado.
Já se aproximava das 3 horas da tarde e o sol estava a pino.
O palhaço começou a suar desenfreadamente, e a tinta em seu rosto começou a escorrer.
Olhou novamente para o espelho que havia achado,e se assustou com a imagem que viu; parecia o Coringa do Batman.
Veio um instalo. Teve uma idéia que mudaria sua vida para sempre: iria para cidade grande; iria entrar numa escola de teatro, seria ator, seria famoso.
Afinal, qual é a credibilidade de um palhaço?






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