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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Um Pouco Flicts


“ Era uma vez uma cor muito rara e muito triste que se chamava Flicts.”
Eu tenho uma forte ligação com Flicts desde que eu era criança. Sempre fui fã de Ziraldo e seus livros, tinha todos eles, acompanhei sua carreira de perto,pesquisava sobre ele;inclusive cheguei a dar palestras ( a nível de curiosidade- Ziraldo é uma mistura do nome de seus pais: Zizinha e Geraldo).
Mas hoje eu estava atoa depois do almoço assistindo televisão e vi um especial no canal Cultura justamente sobre o livro que narra a história da cor solitária que não encontra seu lugar no mundo. Me emocionou, não vou negar.
Sempre tive um Flicts em mim. Quando pequeno procurava nos mais diversos lugares algo que fosse Flicts, e que de alguma forma me completasse sei lá.
Imaginava algo tão triste e sozinho e me reconhecia ali.
Tive uma infância meio maluca. Sempre tive muitos amigos,mas tinha época que eu cismava de me isolar, de conversar com pombos, de ver Ets, de me fazer de doido, doente.
Percebi em Flicts um estado de espírito e não somente uma cor.
Os anos se passaram e guardei ele como uma boa recordação.
Passemos para o clichê: o livro mostra que nos diferenciamos dos outros por causa d cor, credo,situação financeira e blablabla.
Ziraldo de uma forma fantástica mostra que até mesmo o mais isolado e desolado de nós pode ser excepcional e fazer algo de forma grandiosa.
Certa vez li que a igualdade não era branca nem preta, era cinza. Eu não concordo, a igualdade é Flicts!
“ Mas ninguém sabe a verdade, ( a não ser os astronautas) que de perto, bem de pertinho A Lua é Flicts!”

Um comentário:

L. Frazão disse...

Eu sempre fui Flicts! rs
Nunca tive amigos, cresci isolada do mundo, acho que isso que fez com que eu me apaixonasse pelos livros e consequentemente pela escrita.
Hoje eu não sou tão mais isolada e tal...
Todo mundo já teve sua fase Flicts ;)